Ainda ontem, conversando com uma amiga, fui criticado pelo meu post dos "estados civis" existentes hoje, quando falo dos peguetes, ficar, ficar sério, etc. Segundo ela nada mais natural do que se "ir devagar" defendendo que o "ficar" é apenas para ir se conhecendo, enquanto o "ficar sério" é apenas uma condição onde há sentimento e então se passa ao "namorandinho" (que eu não tinha colocado na lista) que se tudo der certo pode virar um namoro, que por sua vez pode virar um noivado que por sua vez pode virar um casamento, que pro sua vez pode criar, ou não, uma família.
Então fiquei pensando nos tantos "passos de desenvolvimento" da sociedade.
Um antropólogo famoso, chamado Mircea Eliade, propôs uma teoria (ou defendeu uma teoria pré-existente) de que todas as sociedades do mundo possuíam rituais para marcar certos eventos "universais" independente das sociedades. Segundo ele toda sociedade tem o seu ritual a respeito do nascimento (um novo indivíduo entra para o grupo) que pode ser batismo católico, apresentação no templo, a mutilação da menina, o ser jogado ao vinho o ser levado à gerúsia, etc. Um ritual a respeito do tornar-se adulto, seja crisma, bar-mitzva, ser picado por formigas, ter a primeira relação sexual em um prostíbulo (dependendo sempre da época e do local, mas de certa forma padronizado por culturas) Um ritual a respeito da formação de uma nova família (casamento) um ritual a respeito da morte. (velar, cremar, enterrar, etc.)
Caso essa teoria dele seja verdade, haveria vários estratos de desenvolvimento em uma socidedade:
Nascido mas não adulto (criança)
adulto mas não chefe de família (jovem)
chefe de família (pai)
morto
Entretanto, cada vez é mais comum vermos coisas do tipo "recém nascido, bebêzinho, bebê, criancinha, criança, pré-adolescente, adolescente, jovem, adulto, Cinquentão, Sessentão, Terceira Idade, etc"
Talvez, essa estratificação em camadas não muito bem definidas é que tenha se espalhado para os relacionamentos, e o que antes era um rito único da passagem de adulto para adulto pai de família, tenha se tornado um ritual de etapas infinitas.
Veja ... na Idade Média, na Europa Católica tínhamos:
O casamento é arranjado entre as famílias, casou-se e dura para sempre.
Para evitar a tortura cruel e se casar com alguém desconhecido e que não se goste muito, inventou-se o noivado, que permitia aos noivos conhecerem-se um pouco antes do casamento, que durava para sempre.
Mas o noivado era sério de mais, então inventou-se o namoro, para se ir conhecendo pouco a pouco, agora já escolhido pela própria pessoa, que poderia ou não evoluir ao noivado, que por sua vez poderia ou não evoluir para o casamento, que teoricamente deveria durar para sempre, ou não.
Entretanto, o namoro passou a parecer sério de mais, então inventou-se o ficar, que permitia ir se conhecendo sem compromisso várias pessoas, até se achar aquele que se queria namorar, ou não, que poderia se noivar, ou não, que poderia se casar, ou não, que poderia criar uma família com filhos, ou não, que poderia durar pelos anos da vida, ou não.
Mas como o ficar, era muito aberto, surgiu o "ficar sério" e vejam como ficou. Você vai ficando, até escolher alguém, ou não, com quem você quer ficar sério, ou não, e aí depois de "ficar sério" ou não, você escolhe que vai namorar, ou não, mas ainda é "namorinho" ou não, para depois virar namoro firme mesmo, ou não, para depois virar noivado, ou não, que poderá então dar em casamento, ou não, que poderá gerar uma família, ou não, que poderá durar a vida inteira, ou anos, ou meses, ou não.
A situação é tão crítica que o governo brasileiro precisou criar a lei da "união estável" dizendo que mesmo que um casal não tenha casado, se a união for estável, eles passam a ter certos direitos. Tamanho é o medo das pessoas em casarem.
A questão é ... tantos estágios de proteção para os envolvidos tem que origem? que objetivo? funcionam? que ganhos e que perdas trazem para a sociedade?
É claro que eu não quero voltar à era medieval! É claro que eu não quero ser hipócrita de dizer que não haja muitas vantagens na revolução sexual do mundo moderno, seria ridículo fazê-lo ... mas será que a giganteca quantidade de barreiras que se está criando é eficiente? é sábia? funciona? Será que um mundo onde as pessoas podem sair uma noite diferente com um parceiro sexual diferente realmente faz com que alguém se complete? Será que nessa sociedade ainda há espaço para se conviver? para se conhecer profundamente alguém? Eu creio que o modelo de família está sendo alterado, e isso pode ser bom, porque tivemos várias alterações de modelos familiares na história, veja, não existem mais famílias com 12 filhos, agregados, e escravos domésticos, como 300 anos atrás. Mas para onde estamos caminhando? Será para um mundo de almas solitárias e eternamente insatisfeitas? Ou para algo muito mais harmônico, verdadeiro e cheio de felicidade? Por algum motivo tenho tido dificuldades em apostar na segunda escolha.
Pensamentos soltos de um diário aberto de um homem, que não é nada mais do que isso, um homem.
Ideia do Blog
Um espaço onde eu possa falar abertamente o que penso, da forma mais clara possível, ainda que desorganalizada, ainda que imprecisa, ainda que irracional, mas sincera, do fundo da alma. Não é um blog para ser divulgado, é um grito de desespero ou de esperança, onde não posso mais ficar calado, e preciso deixar a alma ou o coração falarem. Se por qualquer motivo você caiu aqui, leia, comente, compartilhe, xingue, não importa, nada pior do que um grito inaudito.
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quarta-feira, 25 de maio de 2011
Reflexões sobre a alma humana
Uma coisa que eu posso dizer sem sombra de dúvida, no meio de tantos pensamentos confusos que tenho, é que a alma humana não nasceu para ser solitária. Não consigo crer que haja uma pessoa neste mundo, por mais autossuficiente que seja, por mais segura de si, por mais espiritual ou autocontrolada, que se sinta completa no isolamento. Sei que essa afirmação desafia muitas crenças religiosas de isolamento, crenças monásticas, e talvez por essa afirmação eu esteja enfrentando ao menos umas quatro religiões orientais além de diversos grupos ocidentais. Mas tirando pela minha alma, e de tantas pessoas com as quais converso, não posso deixar de pensar diferente. (Mas tudo bem, farei uma excessão, a não ser em caso de extrema iluminação pessoal, a alma humana não pode ser feliz ou completa solitária)
Lá pela época do renascimento, segundo alguns teóricos, representado de forma oculta pela imagem do "Último Toque" de Miquelângelo, na Capela Cistina, as pessoas já haviam sugerido a ideia de um "homem primervo". Trata-se de uma seguinte interpretação do relato bíblico sobre o surgimnento de Adão e Eva. Deus teria moldado a forma de Adão no barro e soprado em suas narinas. Apenas a partir daí é que a estátua de barro havia ganhado vida. Segundo essa interpretação Deus teria soprado a alma em Adão. Entretanto, ao fazer Eva, Deus apena retira a costela e faz Eva, não há qualquer menção de um sopro. Quer dizer que a mulher não tem alma? Não se poderia jamais sugerir isso. Segundo esse pensamento (claro que nunca aceito pela Igreja) Deus teria colocado ao mesmo tempo as almas de Adão e Eva dentro do corpo de Adão, uma alma dupla, de homem e mulher, que se completavam. Mesmo assim Adão se sentia solitário, pois não consegui ver aquilo fora de si, por isso Deus fez Eva e quando tirou a costela a alma da Eva foi junto. Deste então homem e mulher não são completos, buscam um ao outro para se completar, e, segundo essa interpretação, a bíblia diz que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. A grande capacidade de Deus segundo essa parte do relato era criar por amor e ver que era bom. E é apenas quando une-se homem e mulher que se cria uma nova vida.
Também os pensadores gregos chegaram a ideias parecidas, como a ideia de que humanidade tivesse sido criada com quatro braços e quatro pernas, homem e mulher grudados, e os deuses gregos é que teriam feito a divisão, e isso explicaria a necessidade de homem e mulher se unirem.
Até mesmo líderes de movimentos homossexuais, ao defenderem que um homossexual é uma alma de um gênero presa em um corpo de outro gênero, aceitam a ideia de que há almas que precisam se completar (embora, óbvio, isso não seria concenso, uma vez que há os bissexuais ou os triasais, como já citado aqui) Até mesmo na filosofia oriental do Taoísmo, os princípios feminino e masculino (yin e yang) unidos formam o TAO, ou seja, há necessidade de se unir homem e mulher.
Por que estou escrevendo isso? Me desespera a ideia de ver um mundo onde o conceito de suas pessoas se unirem não apenas corporalmente, não apenas fisicamente, mas unirem seus pensamentos, seus sonhos, compartilharem-se intimamente (não no íntimo de um corpo desnudo apenas, mas no ínitimo de uma alma desnuda) esteja se perdendo. Cada vez mais vejo as pessoas aceitando relacionamentos superficiais. Ao mesmo tempo que levados por uma mídia que faz crer em "contos de fadas" na prática, tantas desilusões criam barreiras instransponíveis, ideias de que é possível e até desejável viver sozinho, com meros e simples momentos de contato com o outro alguém. Quantos já não defendem a eterna troca de parceiros em uma renovação que pretensamente deveria criar um eterno estado de paixão e euforia, mas que na prática, pelo que vejo, cria a impossibilidade do apaixonar-se, do descobrir o amor?
É claro que isso é uma ideia no mínimo confusa, uma vez que eu me separei de um relacionamento de 9 anos, depois de 7 anos de casado. Como posso ter moral parar dizer o que digo? Confesso que não a tenho. Mas continuo crendo que seja possível se reapaixonar infinitas vezes pela mesma pessoa, e continuo profundamente crendo que um relacionamento já pode ser completo se puder compartilhar mais do que uma cama, mais do que as contas, se puder se compartilhar projetos, sonhos, medos, se houver cumplicidade, se houver o desejo de que as almas se toquem. Puro romanticismo infantil? Talvez, mas sinto meu peito pulsar esse desejo. Eu, sozinho, dentro de mim, sinto uma eterma solidão. E essa solidão parece não ser alterada pela presença de pessoas fora, parece que a única forma de que haja alguma mudança é a possibilidade de haver uma pessoa dentro, ou ao menos tão dentro quanto se for possível.
Mas isso não é perigoso? Não vai contra todas as regras da auto-preservação? Sim, admito que vai. Se tiramos todas as nossas armaduras psíquicas para receber alguém e este alguém nos trai, nos abandona, nos ignora, a dor é mortal, pois o golpe vai fundo ao "coração da alma" se é que alguém me permite essa junção de palavras. Ao mesmo tempo, a proteção para impedir que isso acontece só faz o mesmo "coração da alma" adoecer de solidão. É preciso se arriscar, é preciso se entregar. Sem dúvida, só se faz isso com alguém em a quem se conheça adequadamente para crer que as chances são maiores, não se abre a alma para qualquer um na esquina, seria suicídio. Ao mesmo tempo, percebo que a maior parte das pessoas não está pensando em caminhar para esse estágio, ou por não crer que ele exista, ou por crer que ele seja perigoso de mais.
Faz sentido tudo isso?
Confesso que nem ao menos sei ... mas essa é a proposta deste blog, pensamentos sinceros, falados sem medo, ainda que ninguém os possa compreender.
Lá pela época do renascimento, segundo alguns teóricos, representado de forma oculta pela imagem do "Último Toque" de Miquelângelo, na Capela Cistina, as pessoas já haviam sugerido a ideia de um "homem primervo". Trata-se de uma seguinte interpretação do relato bíblico sobre o surgimnento de Adão e Eva. Deus teria moldado a forma de Adão no barro e soprado em suas narinas. Apenas a partir daí é que a estátua de barro havia ganhado vida. Segundo essa interpretação Deus teria soprado a alma em Adão. Entretanto, ao fazer Eva, Deus apena retira a costela e faz Eva, não há qualquer menção de um sopro. Quer dizer que a mulher não tem alma? Não se poderia jamais sugerir isso. Segundo esse pensamento (claro que nunca aceito pela Igreja) Deus teria colocado ao mesmo tempo as almas de Adão e Eva dentro do corpo de Adão, uma alma dupla, de homem e mulher, que se completavam. Mesmo assim Adão se sentia solitário, pois não consegui ver aquilo fora de si, por isso Deus fez Eva e quando tirou a costela a alma da Eva foi junto. Deste então homem e mulher não são completos, buscam um ao outro para se completar, e, segundo essa interpretação, a bíblia diz que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. A grande capacidade de Deus segundo essa parte do relato era criar por amor e ver que era bom. E é apenas quando une-se homem e mulher que se cria uma nova vida.
Também os pensadores gregos chegaram a ideias parecidas, como a ideia de que humanidade tivesse sido criada com quatro braços e quatro pernas, homem e mulher grudados, e os deuses gregos é que teriam feito a divisão, e isso explicaria a necessidade de homem e mulher se unirem.
Até mesmo líderes de movimentos homossexuais, ao defenderem que um homossexual é uma alma de um gênero presa em um corpo de outro gênero, aceitam a ideia de que há almas que precisam se completar (embora, óbvio, isso não seria concenso, uma vez que há os bissexuais ou os triasais, como já citado aqui) Até mesmo na filosofia oriental do Taoísmo, os princípios feminino e masculino (yin e yang) unidos formam o TAO, ou seja, há necessidade de se unir homem e mulher.
Por que estou escrevendo isso? Me desespera a ideia de ver um mundo onde o conceito de suas pessoas se unirem não apenas corporalmente, não apenas fisicamente, mas unirem seus pensamentos, seus sonhos, compartilharem-se intimamente (não no íntimo de um corpo desnudo apenas, mas no ínitimo de uma alma desnuda) esteja se perdendo. Cada vez mais vejo as pessoas aceitando relacionamentos superficiais. Ao mesmo tempo que levados por uma mídia que faz crer em "contos de fadas" na prática, tantas desilusões criam barreiras instransponíveis, ideias de que é possível e até desejável viver sozinho, com meros e simples momentos de contato com o outro alguém. Quantos já não defendem a eterna troca de parceiros em uma renovação que pretensamente deveria criar um eterno estado de paixão e euforia, mas que na prática, pelo que vejo, cria a impossibilidade do apaixonar-se, do descobrir o amor?
É claro que isso é uma ideia no mínimo confusa, uma vez que eu me separei de um relacionamento de 9 anos, depois de 7 anos de casado. Como posso ter moral parar dizer o que digo? Confesso que não a tenho. Mas continuo crendo que seja possível se reapaixonar infinitas vezes pela mesma pessoa, e continuo profundamente crendo que um relacionamento já pode ser completo se puder compartilhar mais do que uma cama, mais do que as contas, se puder se compartilhar projetos, sonhos, medos, se houver cumplicidade, se houver o desejo de que as almas se toquem. Puro romanticismo infantil? Talvez, mas sinto meu peito pulsar esse desejo. Eu, sozinho, dentro de mim, sinto uma eterma solidão. E essa solidão parece não ser alterada pela presença de pessoas fora, parece que a única forma de que haja alguma mudança é a possibilidade de haver uma pessoa dentro, ou ao menos tão dentro quanto se for possível.
Mas isso não é perigoso? Não vai contra todas as regras da auto-preservação? Sim, admito que vai. Se tiramos todas as nossas armaduras psíquicas para receber alguém e este alguém nos trai, nos abandona, nos ignora, a dor é mortal, pois o golpe vai fundo ao "coração da alma" se é que alguém me permite essa junção de palavras. Ao mesmo tempo, a proteção para impedir que isso acontece só faz o mesmo "coração da alma" adoecer de solidão. É preciso se arriscar, é preciso se entregar. Sem dúvida, só se faz isso com alguém em a quem se conheça adequadamente para crer que as chances são maiores, não se abre a alma para qualquer um na esquina, seria suicídio. Ao mesmo tempo, percebo que a maior parte das pessoas não está pensando em caminhar para esse estágio, ou por não crer que ele exista, ou por crer que ele seja perigoso de mais.
Faz sentido tudo isso?
Confesso que nem ao menos sei ... mas essa é a proposta deste blog, pensamentos sinceros, falados sem medo, ainda que ninguém os possa compreender.
domingo, 24 de abril de 2011
Eles falam o que elas querem ouvir.
Sim, a maior parte dos homens falam o que as mulheres querem ouvir. Esses homens conseguem assim quebrar as defesas naturais, curtirem o tempo que acharem necessário, e se bobear ainda terminarem tudo deixando as mulheres com peso na consciência.
Acontece que essa "fantástica" técnica inventada pelos homens, pregada por esses alguns abertamente e utilizada por vários secretamente, não tem validade em duas situações: quando não se quer enganar alguém e quando o objetivo não é "usar rapidamente e jogar fora". Isso porque, imagine, se começa com um "falar o que ela quer ouvir" e em poucos dias demonstrar o oposto do que foi falado?
O problema é que esse tal de "falar o que elas querem ouvir" cria duas falsas impressões. Primeiro a impressão de que há homens perfeitos, sem defeitos, sem passado para ser criticado, sem falhas, sem nada (são vazio na verdade, só tem aparência, mas como tem gente que não percebi isso) ou seja, homens reais que querem ser honestos parecem uma grande porcaria perto desses verdadeiros príncipes encantados que se alguém beijar (ou for um pouquinho mais longe) logo viram sapos. O outro problema é que as mulheres, após serem destruídas por esses imebics, criam em volta de si milhares de armaduras, de defesas, e os fazem com razão. Mas essas defesas fazem com que elas achem que todos os homens são iguais e "atiram" no primeiro que aparecer. E sabem o pior, quem consegue quebrar essas defesas são justamente os que vêm aparecendo com ideias falsas e perfeitas de novo!! Ou seja, quem é honesto, romântico, carinhoso e realmente quer algo a mais, só se ferra.!
Acontece que essa "fantástica" técnica inventada pelos homens, pregada por esses alguns abertamente e utilizada por vários secretamente, não tem validade em duas situações: quando não se quer enganar alguém e quando o objetivo não é "usar rapidamente e jogar fora". Isso porque, imagine, se começa com um "falar o que ela quer ouvir" e em poucos dias demonstrar o oposto do que foi falado?
O problema é que esse tal de "falar o que elas querem ouvir" cria duas falsas impressões. Primeiro a impressão de que há homens perfeitos, sem defeitos, sem passado para ser criticado, sem falhas, sem nada (são vazio na verdade, só tem aparência, mas como tem gente que não percebi isso) ou seja, homens reais que querem ser honestos parecem uma grande porcaria perto desses verdadeiros príncipes encantados que se alguém beijar (ou for um pouquinho mais longe) logo viram sapos. O outro problema é que as mulheres, após serem destruídas por esses imebics, criam em volta de si milhares de armaduras, de defesas, e os fazem com razão. Mas essas defesas fazem com que elas achem que todos os homens são iguais e "atiram" no primeiro que aparecer. E sabem o pior, quem consegue quebrar essas defesas são justamente os que vêm aparecendo com ideias falsas e perfeitas de novo!! Ou seja, quem é honesto, romântico, carinhoso e realmente quer algo a mais, só se ferra.!
Os Homens, As Mulheres e a Verdade
Primeiro, quero deixar bem claro, que a questão trabalhada neste post não é de uma verdade universal e absoluta. Sendo muito sincero, creio que essa verdade existe, uma vez que o mundo existe independente de nós, que as coisas existem independente de seus observadores (ao contrário de muitos filósofos por aí) seja como for, também creio que ninguém é capaz de ter uma certeza absoluta da verdade a não ser de uma única coisa, de seus próprios pensamentos. Então quando estou falando aqui em verdade, estou falando em revelar de forma transparente, as intenções, pensamentos e emoções humanas.
...
É muito comum vermos por aí as pessoas dizendo que querem encontrar pessoas sinceras, que falem a verdade sempre. Ao mesmo tempo, estou cansado de "me dar mal" por falar a verdade. Em uma reunião de trabalho, algum superior vem e pede a sua opinião (e estou mal acostumado pq a minha coordenadora é uma das raras pessoas que quando pede sua opinião realmente quer saber sua opinião) e quando damos a opinião, nossas palavras são usadas como armas contra nós. Uma mulher diz que quer um homem sincero honesto e transparente, mas quando revelamos nossos desejos, somos julgados como tarados, quando revelamos nossos sentimentos, somos julgados como emotivos de mais, bobões, pamonhas, quando revelamos nosso racionalismo, somos considerados pouco românticos.
...
Já ouvi quem criticasse as mulheres de não quererem a verdade, através da seguinte afirmação: "quando chego para um mulher, se eu falar a verdade - quero só te comer - ela vai me dar um tapa na cara, mas se eu a enganar consigo o que quero" ... entretanto, essa pequena piada honesta de algum machista por aí, não é verdadeira apenas pelo fato do desejo dele. Porque, eu, que não sou do tipo "quero só te comer" tenho cada vez mais percebido que a honestidade nos leva a caminhos tortuosos. Meu casamento acabou mesmo, por eu ser honesto de mais em termos de meus desejos a serem compartilhados com minha esposa, por sinal em um casamento de 7 anos. Aquilo só causou conflitos e dor aos dois. Ainda mais porque eu também fui honesto ao dizer que, por mais que eu parasse de falar que tinha alguns desejos, isso não me faria deixar de tê-los. Tentando reaver minha vida após a separação comecei a conversar com várias outras mulheres, algo que nunca foi muito meu costume, e qual não foi meu espanto ao ver que quase sempre são elas que não querem ouvir a verdade ou se enganam com frases que são jargões, mas que elas realmente não crêem. ... não estou defendendo os homens hein! Antes que alguma mulher venha me acusar de machista. Por que acho uma coisa absurda a forma como tantos homens por aí se sentem melhores que as mulheres, fecham as oportunidades, se negam a querer as conhecer, as tratam como objetos, etc.
Estou é criticando que, uma pessoa que queira realmente se fazer conhecer e conhecer, que queira realmente compartilhar, que queira realmente ser honesto e busque a honestidade, apesar de todos os discursos que vemos por aí, tem grandes chances de só levar porrada na cabeça (a não ser é claro que eu é que seja defeituoso de mais, o que também cheguei a considerar)
PS. sendo sincero, que textinho horrível esse que eu escrevi .. ma não vou apagar .. quem sabe amanhã escreva um melhor.
...
É muito comum vermos por aí as pessoas dizendo que querem encontrar pessoas sinceras, que falem a verdade sempre. Ao mesmo tempo, estou cansado de "me dar mal" por falar a verdade. Em uma reunião de trabalho, algum superior vem e pede a sua opinião (e estou mal acostumado pq a minha coordenadora é uma das raras pessoas que quando pede sua opinião realmente quer saber sua opinião) e quando damos a opinião, nossas palavras são usadas como armas contra nós. Uma mulher diz que quer um homem sincero honesto e transparente, mas quando revelamos nossos desejos, somos julgados como tarados, quando revelamos nossos sentimentos, somos julgados como emotivos de mais, bobões, pamonhas, quando revelamos nosso racionalismo, somos considerados pouco românticos.
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Já ouvi quem criticasse as mulheres de não quererem a verdade, através da seguinte afirmação: "quando chego para um mulher, se eu falar a verdade - quero só te comer - ela vai me dar um tapa na cara, mas se eu a enganar consigo o que quero" ... entretanto, essa pequena piada honesta de algum machista por aí, não é verdadeira apenas pelo fato do desejo dele. Porque, eu, que não sou do tipo "quero só te comer" tenho cada vez mais percebido que a honestidade nos leva a caminhos tortuosos. Meu casamento acabou mesmo, por eu ser honesto de mais em termos de meus desejos a serem compartilhados com minha esposa, por sinal em um casamento de 7 anos. Aquilo só causou conflitos e dor aos dois. Ainda mais porque eu também fui honesto ao dizer que, por mais que eu parasse de falar que tinha alguns desejos, isso não me faria deixar de tê-los. Tentando reaver minha vida após a separação comecei a conversar com várias outras mulheres, algo que nunca foi muito meu costume, e qual não foi meu espanto ao ver que quase sempre são elas que não querem ouvir a verdade ou se enganam com frases que são jargões, mas que elas realmente não crêem. ... não estou defendendo os homens hein! Antes que alguma mulher venha me acusar de machista. Por que acho uma coisa absurda a forma como tantos homens por aí se sentem melhores que as mulheres, fecham as oportunidades, se negam a querer as conhecer, as tratam como objetos, etc.
Estou é criticando que, uma pessoa que queira realmente se fazer conhecer e conhecer, que queira realmente compartilhar, que queira realmente ser honesto e busque a honestidade, apesar de todos os discursos que vemos por aí, tem grandes chances de só levar porrada na cabeça (a não ser é claro que eu é que seja defeituoso de mais, o que também cheguei a considerar)
PS. sendo sincero, que textinho horrível esse que eu escrevi .. ma não vou apagar .. quem sabe amanhã escreva um melhor.
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