Ideia do Blog

Um espaço onde eu possa falar abertamente o que penso, da forma mais clara possível, ainda que desorganalizada, ainda que imprecisa, ainda que irracional, mas sincera, do fundo da alma. Não é um blog para ser divulgado, é um grito de desespero ou de esperança, onde não posso mais ficar calado, e preciso deixar a alma ou o coração falarem. Se por qualquer motivo você caiu aqui, leia, comente, compartilhe, xingue, não importa, nada pior do que um grito inaudito.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O pré-pré-pré-pré-pré

Ainda ontem, conversando com uma amiga, fui criticado pelo meu post dos "estados civis" existentes hoje, quando falo dos peguetes, ficar, ficar sério, etc. Segundo ela nada mais natural do que se "ir devagar" defendendo que o "ficar" é apenas para ir se conhecendo, enquanto o "ficar sério" é apenas uma condição onde há sentimento e então se passa ao "namorandinho" (que eu não tinha colocado na lista) que se tudo der certo pode virar um namoro, que por sua vez pode virar um noivado que por sua vez pode virar um casamento, que pro sua vez pode criar, ou não, uma família.

Então fiquei pensando nos tantos "passos de desenvolvimento" da sociedade.

Um antropólogo famoso, chamado Mircea Eliade, propôs uma teoria (ou defendeu uma teoria pré-existente) de que todas as sociedades do mundo possuíam rituais para marcar certos eventos "universais" independente das sociedades. Segundo ele toda sociedade tem o seu ritual a respeito do nascimento (um novo indivíduo entra para o grupo) que pode ser batismo católico, apresentação no templo, a mutilação da menina, o ser jogado ao vinho o ser levado à gerúsia, etc. Um ritual a respeito do tornar-se adulto, seja crisma, bar-mitzva, ser picado por formigas, ter a primeira relação sexual em um prostíbulo (dependendo sempre da época e do local, mas de certa forma padronizado por culturas) Um ritual a respeito da formação de uma nova família (casamento) um ritual a respeito da morte. (velar, cremar, enterrar, etc.)

Caso essa teoria dele seja verdade, haveria vários estratos de desenvolvimento em uma socidedade:
Nascido mas não adulto (criança)
adulto mas não chefe de família (jovem)
chefe de família (pai)
morto

Entretanto, cada vez é mais comum vermos coisas do tipo "recém nascido, bebêzinho, bebê, criancinha, criança, pré-adolescente, adolescente, jovem, adulto, Cinquentão, Sessentão, Terceira Idade, etc"

Talvez, essa estratificação em camadas não muito bem definidas é que tenha se espalhado para os relacionamentos, e o que antes era um rito único da passagem de adulto para adulto pai de família, tenha se tornado um ritual de etapas infinitas.

Veja ... na Idade Média, na Europa Católica tínhamos:
O casamento é arranjado entre as famílias, casou-se e dura para sempre.
Para evitar a tortura cruel e se casar com alguém desconhecido e que não se goste muito, inventou-se o noivado, que permitia aos noivos conhecerem-se um pouco antes do casamento, que durava para sempre.
Mas o noivado era sério de mais, então inventou-se o namoro, para se ir conhecendo pouco a pouco, agora já escolhido pela própria pessoa, que poderia ou não evoluir ao noivado, que por sua vez poderia ou não evoluir para o casamento, que teoricamente deveria durar para sempre, ou não.
Entretanto, o namoro passou a parecer sério de mais, então inventou-se o ficar, que permitia ir se conhecendo sem compromisso várias pessoas, até se achar aquele que se queria namorar, ou não, que poderia se noivar, ou não, que poderia se casar, ou não, que poderia criar uma família com filhos, ou não, que poderia durar pelos anos da vida, ou não.
Mas como o ficar, era muito aberto, surgiu o "ficar sério" e vejam como ficou. Você vai ficando, até escolher alguém, ou não, com quem você quer ficar sério, ou não, e aí depois de "ficar sério" ou não, você escolhe que vai namorar, ou não, mas ainda é "namorinho" ou não, para depois virar namoro firme mesmo, ou não, para depois virar noivado, ou não, que poderá então dar em casamento, ou não, que poderá gerar uma família, ou não, que poderá durar a vida inteira, ou anos, ou meses, ou não.

A situação é tão crítica que o governo brasileiro precisou criar a lei da "união estável" dizendo que mesmo que um casal não tenha casado, se a união for estável, eles passam a ter certos direitos. Tamanho é o medo das pessoas em casarem.

A questão é ... tantos estágios de proteção para os envolvidos tem que origem? que objetivo? funcionam? que ganhos e que perdas trazem para a sociedade?

É claro que eu não quero voltar à era medieval! É claro que eu não quero ser hipócrita de dizer que não haja muitas vantagens na revolução sexual do mundo moderno, seria ridículo fazê-lo ... mas será que a giganteca quantidade de barreiras que se está criando é eficiente? é sábia? funciona? Será que um mundo onde as pessoas podem sair uma noite diferente com um parceiro sexual diferente realmente faz com que alguém se complete? Será que nessa sociedade ainda há espaço para se conviver? para se conhecer profundamente alguém? Eu creio que o modelo de família está sendo alterado, e isso pode ser bom, porque tivemos várias alterações de modelos familiares na história, veja, não existem mais famílias com 12 filhos, agregados, e escravos domésticos, como 300 anos atrás. Mas para onde estamos caminhando? Será para um mundo de almas solitárias e eternamente insatisfeitas? Ou para algo muito mais harmônico, verdadeiro e cheio de felicidade? Por algum motivo tenho tido dificuldades em apostar na segunda escolha.

Reflexões sobre a alma humana

Uma coisa que eu posso dizer sem sombra de dúvida, no meio de tantos pensamentos confusos que tenho, é que a alma humana não nasceu para ser solitária. Não consigo crer que haja uma pessoa neste mundo, por mais autossuficiente que seja, por mais segura de si, por mais espiritual ou autocontrolada, que se sinta completa no isolamento. Sei que essa afirmação desafia muitas crenças religiosas de isolamento, crenças monásticas, e talvez por essa afirmação eu esteja enfrentando ao menos umas quatro religiões orientais além de diversos grupos ocidentais. Mas tirando pela minha alma, e de tantas pessoas com as quais converso, não posso deixar de pensar diferente. (Mas tudo bem, farei uma excessão, a não ser em caso de extrema iluminação pessoal, a alma humana não pode ser feliz ou completa solitária)

Lá pela época do renascimento, segundo alguns teóricos, representado de forma oculta pela imagem do "Último Toque" de Miquelângelo, na Capela Cistina, as pessoas já haviam sugerido a ideia de um "homem primervo". Trata-se de uma seguinte interpretação do relato bíblico sobre o surgimnento de Adão e Eva. Deus teria moldado a forma de Adão no barro e soprado em suas narinas. Apenas a partir daí é que a estátua de barro havia ganhado vida. Segundo essa interpretação Deus teria soprado a alma em Adão. Entretanto, ao fazer Eva, Deus apena retira a costela e faz Eva, não há qualquer menção de um sopro. Quer dizer que a mulher não tem alma? Não se poderia jamais sugerir isso. Segundo esse pensamento (claro que nunca aceito pela Igreja) Deus teria colocado ao mesmo tempo as almas de Adão e Eva dentro do corpo de Adão, uma alma dupla, de homem e mulher, que se completavam. Mesmo assim Adão se sentia solitário, pois não consegui ver aquilo fora de si, por isso Deus fez Eva e quando tirou a costela a alma da Eva foi junto. Deste então homem e mulher não são completos, buscam um ao outro para se completar, e, segundo essa interpretação, a bíblia diz que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. A grande capacidade de Deus segundo essa parte do relato era criar por amor e ver que era bom. E é apenas quando une-se homem e mulher que se cria uma nova vida.

Também os pensadores gregos chegaram a ideias parecidas, como a ideia de que humanidade tivesse sido criada com quatro braços e quatro pernas, homem e mulher grudados, e os deuses gregos é que teriam feito a divisão, e isso explicaria a necessidade de homem e mulher se unirem.

Até mesmo líderes de movimentos homossexuais, ao defenderem que um homossexual é uma alma de um gênero presa em um corpo de outro gênero, aceitam a ideia de que há almas que precisam se completar (embora, óbvio, isso não seria concenso, uma vez que há os bissexuais ou os triasais, como já citado aqui) Até mesmo na filosofia oriental do Taoísmo, os princípios feminino e masculino (yin e yang) unidos formam o TAO, ou seja, há necessidade de se unir homem e mulher.

Por que estou escrevendo isso? Me desespera a ideia de ver um mundo onde o conceito de suas pessoas se unirem não apenas corporalmente, não apenas  fisicamente, mas unirem seus pensamentos, seus sonhos, compartilharem-se intimamente (não no íntimo de um corpo desnudo apenas, mas no ínitimo de uma alma desnuda) esteja se perdendo. Cada vez mais vejo as pessoas aceitando relacionamentos superficiais. Ao mesmo tempo que levados por uma mídia que faz crer em "contos de fadas" na prática, tantas desilusões criam barreiras instransponíveis, ideias de que é possível e até desejável viver sozinho, com meros e simples momentos de contato com o outro alguém. Quantos já não defendem a eterna troca de parceiros em uma renovação que pretensamente deveria criar um eterno estado de paixão e euforia, mas que na prática, pelo que vejo, cria a impossibilidade do apaixonar-se, do descobrir o amor?

É claro que isso é uma ideia no mínimo confusa, uma vez que eu me separei de um relacionamento de 9 anos, depois de 7 anos de casado. Como posso ter moral parar dizer o que digo? Confesso que não a tenho. Mas continuo crendo que seja possível se reapaixonar infinitas vezes pela mesma pessoa, e continuo profundamente crendo que um relacionamento já pode ser completo se puder compartilhar mais do que uma cama, mais do que as contas, se puder se compartilhar projetos, sonhos, medos, se houver cumplicidade, se houver o desejo de que as almas se toquem. Puro romanticismo infantil? Talvez, mas sinto meu peito pulsar esse desejo. Eu, sozinho, dentro de mim, sinto uma eterma solidão. E essa solidão parece não ser alterada pela presença de pessoas fora, parece que a única forma de que haja alguma mudança é a possibilidade de haver uma pessoa dentro, ou ao menos tão dentro quanto se for possível.

Mas isso não é perigoso? Não vai contra todas as regras da auto-preservação? Sim, admito que vai. Se tiramos todas as nossas armaduras  psíquicas para receber alguém e este alguém nos trai, nos abandona, nos ignora, a dor é mortal, pois o golpe vai fundo ao "coração da alma" se é que alguém me permite essa junção de palavras. Ao mesmo tempo, a proteção para impedir que isso acontece só faz o mesmo "coração da alma" adoecer de solidão. É preciso se arriscar, é preciso se entregar. Sem dúvida, só se faz isso com alguém em a quem se conheça adequadamente para crer que as chances são maiores, não se abre a alma para qualquer um na esquina, seria suicídio. Ao mesmo tempo, percebo que a maior parte das pessoas não está pensando em caminhar para esse estágio, ou por não crer que ele exista, ou por crer que ele seja perigoso de mais.

Faz sentido tudo isso?
Confesso que nem ao menos sei ... mas essa é a proposta deste blog, pensamentos sinceros, falados sem medo, ainda que ninguém os possa compreender.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A multidão e pluralidade das formas de relacionamento afetivo.

Puxa, tive 40 visualizações em meu blog! Está aí algo que eu confesso que não esperava. Simplesmente porque esse blog não foi de forma alguma divulgado, ele é apenas uma ferramenta para expressar o que penso de forma caótica, sem sentido, jogando tudo da cabeça tudo o que tiver pela frente, assim como a penseira de HarryPotter. Mas será que isso é um contrasenso com o título do blog? Sem dúvida que não, uma vez que os pensamentos são todos colocados aqui, sem censura, sem restrições, isso significa que mesmo no meio da confusão isso é o mais claro que eu saberei ser.

Hoje quero falar sobre as diversas formas de relacionamento afetivo que estou vendo por aí. Como quem leu os outros posts deve saber, eu fui casado por 7 anos, me separei há alguns meses e estou reaprendendo a viver neste mundo. Parte das coisas que eu citar aqui provavelmente já existiam 9 anos atrás (quando conheci minha ex e firmei os olhos só nela) mas sinceramente, não as conhecia, o que me faz crer que mesmo o que já existia se difundiu em velocidade.

Igualmente quero declarar desde já que não sou contra a revolução e a liberdade sexual. Muito pelo contrário. Sendo historiador, e em especial historiador medieval e das religiões, sei do grande peso que carregávamos (e em vários nichos da sociedade ainda carregamos) de um pensamento de demonização do sexo, a tal ponto que existem casais casados, de papel passado, na igreja, mas que evitam ao máximo a prática sexual por considerá-la pecaminosa. E não estou falando de uma pessoa, estou falando de congregações religiosas inteiras.

Ao meu ver a possibilidade de livre expressão sexual é necessária tão e simplesmente pois ela faz parte de nossos instintos, é natural, qualquer negação da mesma é uma eterna luta contra nossa natureza, assim como se alguém tentar viver o tempo todo de olhos fechados, Fazer constantes jejuns semanais, etc. São coisas possíveis, mas lutas árduas por serem antinaturais (não estou dizendo, entretanto, que sejam erradas e nem condenando os que buscam enfrentar tais lutas) Mas ao mesmo tempo que creio que seja sim possível e até recomendável uma liberdade sexual muito maior do que a tradicional, que namorados possam "experimentar" várias pessoas para ver se há compatibilidade antes do casamento, que casais possam sim utilizar-se de toda e qualquer técnica que lhes dê prazer desde que seja de concenso de todos os envolvidos, ao mesmo tempo que defendo tudo isso, por crer que sim, a prática sexual pode existir independentemente até mesmo deu m contexto amoroso, ou mesmo afetivo, o que tenho visto é algo bem diferente. Em nome da maior liberdade sexual que citei, e da qual não discordo, o que tenho visto não é uma construção de novas formas de expressão sexual e uma maior felicidade com a busca do prazer. Muito pelo contrário, o que tenho visto é um temor cada vez maior do envolvimento afetivo, criando uma sociedade que pode até mesmo buscar o sexo (e olhe que não creio que esse avanço tenha se dado de forma a expressar desejos reais e naturais, mas isso fica para outro post) mas que cada vez mais teme o afeto.

Após a separação não tive relações sexuais com nenhuma outra mulher. Tão e simplesmente porque não quis, pois ao menos uma oportunidade clara surgiu, fui convidado especificamente para isso. Entretanto, tenho por mim que uma relação sexual, em si, consiste em um desejo afetivo, ainda que mínimamente afetivo, de querer dar prazer a outra pessoa, de querer "satisfazer sua fome" de prazer. Não faz sentido de forma oposta, pois se sexo fosse a busca para o prazer próprio então o que teríamos era simplesmente um avanço de formas de masturbação. Sexo é compartilhar, não há como negar. E para compartilhar precisamos ter uma mínima afinidade que seja com a pessoa, e sentir o mesmo dela.

Na busca por encontrar pessoas que se alguma forma admirassem minha forma de pensar, minhas ideias, que quisessem compartilhar comigo seus sonhos, seus pensamentos, seus medos (pois creio que isso seja indispensável e desejável, além do desejo carnal e sexual em si) percebi que a maior parte das mulheres (creio que também dos homens, mas minha pesquisa tem apenas amostragem feminina - risos) está intensamente carente. Na verdade repito com mais ênfase INTENSAMENTE CARENTE. As formas de lidar com essas carências são as mais diversas. Algumas, declaram tão abertamente o desejo de um relacionamento sério que assustam qualquer pessoa (como a que ao pegar meu telefone me ligou 20 vezes durante o período de aula, sendo que eu já havia avisado previamente que sendo professor jamais poderia atender o celular, ou então aquela que sem nunca ter me visto pessoalmente já havia planejado todas as viagens que faríamos nos próximos anos, ou então nome dos filhos) Outras, pelo contrário, para se defender desta carência por afeto, assume uma postura "não estou nem aí", declaram abertamente não querer nada sério, gostarem de uma vida onde elas podem apenas se divertir como bem quiserem sem se envolver, pois assim, de antemão já sabendo que não vão se envolver, pretensamente não se magoam. Destas vi dois tipos diferentes surgirem, as que por mais que tenham tudo bem claro que aquela relação não pode envolver sentimento, acabam se apaixonando, e assim sofrem, e aquelas que quando percebem a mínima possibilidade de que o sentimento surja, fogem, e assim perdem a possibilidade de conhecer pessoas que realmente sentissem algo por elas. Vi também as "auto-suficientes" que passam a imagem para a sociedade que não precisam de nenhum companheiro. Vivem sua vida como se nem existisse a possibilidade desses relacionamentos, mas a maior parte (daquelas com quem conversei) acaba admitindo o sonho e desejo de ser conquistada por alguém. Como se isso fosse a sua defesa, se alguém quisesse conquistá-la e vencesse todas as armadilhas colocadas dizendo que não se interessavam por eles, provasse que a pessoa realmente estava disposta a algo mais profundo. Ah sim, não podemos excluir daqui as que estão bem com alguém, porque, por mais raro que esteja ficando, ainda temos um grande número de mulheres que estão namorando, casadas, ou qualquer outro tipo de relacionamento que seja que lhes permite suprir seus desejos de afeto, além dos sexuais.



Fiz abaixo uma pequena listinha de "formas de relacionamento" que encontrei nesses meses. Por mais que muitas não sejam exatamente relacionamentos em si. Já aviso de antemão antes que me xinguem, que essa lista já estava desatualizada 5 anos antes de eu pensar em fazê-la. que ela se baseia no que ouvi de pessoas que viviam esses relacionamentos e que sem dúvida alguma, há uma pluralidade infinitamente maior do que a que eu seria capaz não só de escrever aqui, mas de compreender.

Crush - Ter um crush é a forma moderna de "ter uma quedinha por", é um relacionamento platônico, ao ao contrário do amor platônico é possível se ter "crush" por várias pessoas diferentes. Muitas vezes significa ficar sonhando e fantasiando, conhecendo a distância para permitir preencher todas as lacunas de conhecimento com seus próprios sonhos, tornando o objeto desejado praticamente perfeito. Mas ao mesmo tempo, desejando mantê-lo platônico justamente para não quebrar essa imagem.

Amor Platônico - Esse já existe de longas eras, consiste em desesparadoramente amar uma pessoa sem que ela saiba, à distãncia, muito comum no que diz respeito a artistas, cantores e adolescentes.

Ficar - Esse também já tem uns 2 anos, ficar é o simples ato de passar um tempo (normalmente curto de minutos ou poucas horas) beijando alguém, fazendo carícias, muitas inclusive de cunho bem sexual, mas fazer isso isoladamente e sem chegar ao ato sexual em si.

Ficar de Balada - Variação do "Ficar", o de cima normalmente envolve que se tenha um parceiro fixo ao menos durante a "ficada" já o "ficar de balada" envolve beijar muitas pessoas diferentes no mesmo dia, normalmente sem nem mesmo saber os nomes ou tendo qualquer possibilidade de se envolver de novo

Ficante - Uma espécie de variação do ficar. Trata-se de uma pessoa com a qual você "fica" várias vezes, já começando a ter uma relação mais duradoura. É possível um "ficante" ficar duas vezes ou ser "ficante" por anos a fio. Entretanto a grande diferença entre o "ficante" e o "namorado" é que o "ficar" é um relacionamento aberto. Uma mesma pessoa pode ter vários "ficantes" sem que isso devesse gerar ciumes na outra.

Peguete - O Peguete é uma variação do Ficante. Peguete é um "ficante" com o qual já está estabelecido de antemão que um não vai se envolver emocionalmente ou afetivamente com o outro. Que muito embora eles tenham o trato de diversas vezes se econtrarem, possma combinar com meses de antecedência a ida a um show, prometem que nunca vão evoluir o nível do relacionamento e que se deixar envolver é que seria a traição ao pacto. Óbvio, é possível ter vários peguetes ao mesmo tempo.

Sexo Casual - Sexo casual existe há muitos anos, entretanto percebi que há uma grande diferença hoje em dia. Antigamente era considerado sexo casual quando um homem, cortejava uma mulher, a levava para passear, um restaurante, bebiam vinho, riam, até irem para cama. Hoje em dia parece cada vez mais comum o já combinar de ir direto pra cama para "não perder tempo" e garantir assim que não haja qualquer envolvimento.

Ficante Sério - Uma outra variação do "ficar", que define a exclusividade. Não é possível ter dois "ficantes sérios" de uma vez, isso seria considerado traição. Ao mesmo tempo, o "ficar sério" já indica que o relacionamento não pode assumir uma característica de "seriedade" (por contraditório que pareça) as pessoas já assumem que gostam de ficar, que querem exclusividade, mas que não pensam em casar, ou qualquer coisa do tipo, e não envolver conhecer família, e muitas vezes nem mesmo conhecer os amigos uns dos outros.

Parceiro Sexual - É uma com a qual você combina previamente que terão diversos "sexos casuais" sem se envolver. Pode-se ter um parceiro sexual por anos, já deixando claro um ao outro que toda a relação se limitará ao sexo, qualquer insistência para outras coisas em conjunto que não fossem consideradas sexuais seria um abuso por parte do que propusesse. Muito embora seja admissível sim passeios e viagens, se o inttuito for a provocação ao sexo.

União Estável - Esse existe pela lei brasileira, trata-se de duas pessoas que moram juntas mas não se casaram, pela lei elas passam a ter direitos a herança, pensão, entre outros, como se fosse um casamento. Há duas formas possíveis, uma onde as pessoas assinam um contrato de união estável e outra onde pela simples passagem do tempo juntos é considerado união estável. É importante ressaltar que uma união pode ser considerada estável mesmo que cada um tenha a sua moradia e apeans passem um ou outro dia juntos.

Noivado - Tradicionalmente, a preparação para se casar. Na prática, muitos noivados tornam-se noivados eterno, como na série "Os normais" chegando-se até mesmo a morar junto com o noivo, mas sem nunca consumar oficialmente o casamento, o que acaba resultando, independente da vontade dos "noivos" em uma união estábel

Casamento Aberto - Por mais que as duas pessoas sejam casadas, possam ser seus filhos, possam se ajudar no dia a dia de casa, cada um é livre para ter relações com outras pessoas fora do casamento, combinado previamente, sem que isso seja considerado traição.

Casamento Liberal - O casal aceita de comum acordo a busca conjunta de situações para inpirar a vida a dois, mas ao contrário do casamento aberto, há de haver concenso nestas buscas. Normalmente a busca é feita a dois, referindo-se a swing, menage, ou mesmo que sejam encontros solitários, mas com conhecimento e concentimento prévio.

Casamento tradicional - Creiam, ele ainda existe. É verdade que o número de divórcios em várias vezes supera o de casamentos, mas ele ainda existe.

Casamento para a vida eterna - Não tem relação com o que descrevi acima, mas é bom que seja citado. Os mórmons, que por muitos e muitos anos, aprovavam a poligamia, criaram a ideia de casar para a vida eterna. É diferente do casamento. Casamento pode gerar divórcio, mas casamento para a vida eterna continua no além.

Triasal - Trata-se de um relacionamento fechado, como de um casamento normal, mas onde três homossexuais vivem juntos. Compartilham sua vida assim como qualquer casal normal, mas uma vez que se trate de uma relação entre pessoas do mesmo sexo, não há ciumes envolvido na existência de 3 pessoas, que compartilham entre si a vida de casados, a 3. (nunca conhecia, mas imagino que possam haver tetrasais, pentasais, hexasais, etc.)